Hoje eu gostaria de compartilhar com vocês algo que me incomodou bastante essa semana. Sabe quando Tiago nos fala a respeito da língua (cap. 3), órgão minúsculo que é capaz de contaminar todo o corpo, e que homem nenhum consegue domar? Pois é. Antes de continuar a leitura desse post, vamos ler e meditar sobre o que dizem os versículos de um a doze, especialmente o 8 em diante.
1Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo.
2 Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo.
3 Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro.
4 Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro.
5 Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva!
6 Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.
7 Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; 8 a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero.
9 Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
10 De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim.
11 Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?
12 Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce.
Continuemos, então, na reflexão sobre a importância de vigiarmos o que tem jorrado de nossas bocas.
Digo isso não apenas por conta das palavras torpes (Ef. 4:29), que não devem sair da nossa boca; nem somente como repreensão à fofoca (Pv. 18:8), que infelizmente existe no meio evangélico, “pondo brasas” nos relacionamentos com os irmãos. A isso tudo devemos, sim, repudiar. Mas nesse momento em particular, quero dividir com vocês uma outra dificuldade que tenho enfrentado na caminhada cristã.
É a murmuração.
Honestamente, essa é uma lição que já deveríamos ter aprendido há muito tempo! (E isso é fato!). Acredito que todos concordem com isso. Mas como é difícil não reclamarmos de algo, hein? Nada está bom (nunca), algo está sempre doendo, aquilo que o vizinho fez poderia ter sido feito melhor, e lá vem mais crítica ou reclamação... Ai do que falamos no trânsito, naquele momento que pensamos que vamos chegar atrasados em um compromisso, ou quando aquele ônibus/taxista/motoqueiro quer dar uma cortada! E lá vem mais um resmungo...
Irmãos, isso é resultado de ingratidão! E é nessas horas que eu lembro o primeiro versículo que memorizei na escola Dominical, e que tenho tentado aplicar, embora com dificuldade, na vida diária: “Em TUDO daí graças, porque essa é a vontade de Deus, em Cristo Jesus, para convosco” (1 Ts 5:18). Dar graças é agradecer (não apenas dizer “obrigado”, mas ter atitude de gratidão). Quando Deus revela Sua vontade, em Cristo, de que Lhe sejamos gratos, deveria ser consequência natural a obediência.
Essa é uma lição que tenho aprendido a duras penas. Confesso que ainda não a completei, mas Cristo tem trabalhado nisso, para honra e glória Dele somente.
Finalizo, então, com uma canção que fala muito ao meu coração, e espero que fale ao de vocês. Deixo o trecho que considero o mais impactante logo abaixo.
“...E se um dia eu não poder mais ver
A luz do sol brilhando
E se a voz não saísse mais
dos meus lábios
Meu coracão jamais deixará de dizer


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