(Texto base: Mateus 26)
Ao cair da tarde, o Mestre reuniu-se com os Seus discípulos para cear. Mal sabiam eles que seria aquela a ultima antes do acontecimento que mudaria a história da humanidade.
Depois de ter comido, Jesus alertou que um deles o trairia. Acredito que, mesmo antes daquele momento, o coração do Mestre gemia. Ele estava como homem e, como tal, por certo já chorava dentro de si as dores que ainda iria sentir quando os chicotes açoitassem o seu corpo, de carne, de ossos, como os nossos.
Ao tomar o cálice, deu graças e disse: “bebei dele todos”. Por certo, já podia sentir o seu próprio sangue que seria derramado em favor daqueles que o desprezavam. Após cantar um hino, foi com todos ao Monte das Oliveiras. A hora da sua dor se aproximava. Jesus então clamou ao Pai: “Se for possível, passa de mim este cálice, todavia, que seja feito aquilo que tu queres.”.
Jesus foi entregue por um de seus discípulos com um gesto típico do amor, do afeto: um beijo. Talvez nem as chicotadas e os pregos causassem dor semelhante a esta. O Filho de Deus foi levado e, como ovelha muda, não abriu a boca perante os seus tosquiadores. O profeta Isaias já havia predito o que iria acontecer: Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Isaias 53:5)
Como um dos piores da sociedade naquela época, Jesus foi morto, crucificado, com pregos nos pés e nas mãos. Naquele momento, o perfeito sacrifício estava sendo realizado.
Quando sobreveio sobre ele a carga de todo o pecado da humanidade, Jesus gritou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparastes?!”. Em alguns instantes o corpo físico de Jesus viria a parar o seu funcionamento, o Salvador estaria morto e o sacrifício de amor, realizado.
Poderia existir amor maior que este?! Poderia alguém amar tanto a mim e a você, a ponto de se submeter à extrema dor e ao extremo sofrimento, mesmo sendo nós os culpados pela necessidade deste sacrifício? Ora, sabemos que não! Por que, então, teimamos em lembrar a morte de Jesus apenas durante a semana santa ou nos primeiros domingos de cada mês, quando celebramos a Santa Ceia em nossas igrejas?
Sejamos diariamente gratos a Jesus pelo amor que foi revelado na cruz, através da dor, do sofrimento, para que pudéssemos ser livres do pecado, santos para Deus e glorificados junto ao Pai. E não apenas isto, mas que esse amor transborde em nossas vidas, a ponto de alcançar aqueles que ainda não reconhecem o sacrifício da cruz.
A celebração da nossa páscoa deve ser diária, pois a cada dia que levantamos, podemos dizer que somos livres em Jesus, salvos pela graça, mediante a Fé. A celebração da nossa páscoa deve ser diária porque dia a dia podemos andar com Deus, uma vez que fomos libertos da escravidão do pecado e temos livre acesso ao Santo dos Santos, onde o próprio Deus nos recebe para nos encher da sua graça e do seu poder, da sua unção e misericórdia.
Amemos e proclamemos a mensagem da cruz, até que sejamos glorificados com Cristo!

Amém é verdade, minhas únicas palavras a deixar aqui é "VERDADE".
ResponderExcluirFico feliz de que você tenha esta consciência de que a morte de Jesus para nós não deve ser reportada a dois mil anos atrás, mas de que a cada dia devemos lembrarmos que as mãos dEle foram cheias de sangue por nós, portanto, não podemos chegar a Ele de mãos vazias, mas cheias do bom perfume de Cristo.
ResponderExcluirQue o Senhor continue te usando filho.